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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Divulgação - V Simpósio Nacional TDAH /Autismo/ Transtorno de Humor

V SIMPÓSIO NACIONAL
TDAH / Autismo / Transtorno do Humor: Semelhanças e Diferenças em Casa e na Escola

Santa Casa de Misericórdia – RJ
Setor de Psiquiatria da Infância e Adolescência


PROGRAMAÇÃO
03/12/2010 – Sexta-Feira


8:30 – 9:00 – Abertura
Dr. Fábio Barbirato (Santa Casa – RJ)
Dra. Fatima Vasconcellos (Santa Casa – RJ)

9:00 – 10:00 – Conferência de Abertura
Dr. Fábio Barbirato (Santa Casa –RJ)

10:00 – 12:00 - Novidades no Diagnóstico:
TDAH – Erasmo Casella (USP)
Autismo – César de Moraes (UNICAMP)
THB – Fábio Barbirato (Santa Casa – RJ)

12:00 –13:30 –Almoço

12:45 – 13:30: Novidades e Atualidades Farmacológicas no Brasil de Drogas no Tratamento do TDAH, THB e Autismo) - Somente para Médicos

13:30 – 15:30 – Como Diferenciar na Escola e em Casa:
TDAH x Autismo – César de Moraes (UNICAMP)
TDAH x Bipolar – Fábio Barbirato (Santa Casa – RJ)
Apresentação de Casos Clínicos e Discussão – Gabriel Bronstein (Santa Casa – RJ) e Silvia Mariamma (Santa Casa – RJ)

15:30 – 18:00 – Neurociência e Neuropsicologia
Neurociência dos Transtornos do Comportamento e Aprendizagem – Erasmo Casella (USP)
Neuropsicologia no TDAH – Silvia Ciasca (UNICAMP)
Neuropsicologia no Bipolar – Daniela Carim (UNIFESP)

17:30 – Encerramento


04/12/2020 – Sábado

09:00 – 10:30 – Mini-Conferências
Problemas da Aprendizagem:
Autismo – César de Moraes (UNICAMP)
TDAH – Silvia Ciasca (UNICAMP)
THB – Irene Maluf (ABPp)

10:30 – 11:00 – Intervalo

11:00 – 12:30 – Problemas de Linguagem
TDAH – Elizabeth Kovach de Sá (AND)
Autismo – Renata Mousinho (UFRJ)
THB – Katia Badim (Santa Casa – RJ)

12:30 – 13:30 – Identificação Precoce
Autismo – Fabio Barbirato (Santa Casa – RJ)
TDAH x Bipolar – Gabriela Dias (Santa Casa – RJ)

13:30 – 14:30 – BRUNCH

14:30 –16:00 –Psicoeducação para os Pais
TDAH – Sophie Eickman (UFPE)
Bipolar – Ricardo Krause (Santa Casa – RJ)
Autismo – Patrícia Barros (UERJ)

16:00 – 17:30 – Novidades no Lidar na Sala de Aula
TDAH – Angela Alfano (CIPIA)
THB – Lucia Marmulsztenj (Santa Casa – RJ)
Autismo – Rita Thompson (Santa Casa – RJ)

17:30 – Encerramento


INFORMAÇÕES: simposiocomportamento@gmail.com

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pais podem aproveitar o Dia das Crianças para iniciar educação financeira


(por ROSANA FERREIRA, Editora-assistente de UOL Estilo Comportamento)


Se para os pequenos o Dia das Crianças é motivo de festa, para muitos pais é hora de lidar a uma árdua tarefa: a escolha e a negociação do presente. Afinal, não é nada fácil controlar o desejo do filho por um brinquedo que pode estar fora dos padrões financeiros da família no momento ou não é apropriado para a faixa etária dele. Uma boa opção é colocar a criança para participar desse processo e aproveitar a data para começar uma educação financeira.

“Sob a ótica financeira, o Dia das Crianças é uma ótima oportunidade para ensiná-las sobre conceitos financeiros, pois elas estão com a atenção voltada a um assunto de seu interesse”, diz o educador financeiro Álvaro Modernell, autor de “Zequinha e a Porquinha Poupança” e “O Pé de Meia Mágico” (ambos da Editora Mais Ativos), entre outros.

O dinheiro está curto Segundo Modernell, as crianças precisam ter noção da realidade econômica da família, principalmente se o momento é de aperto nas finanças domésticas. “Não é preciso entrar em detalhes, mas é essencial conversar e explicar”, diz.

“Se os pais escondem a situação real, a criança vai desejar e esperar os brinquedos mais caros, nem sempre condizentes com o dinheiro disponível para isso e também com a faixa etária dela”, complementa a psicóloga Maria Angela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC.

Os especialistas afirmam que a criança deve escolher entre um produto e outro, mesmo que a família tenha condições financeiras para comprar todos os brinquedos pedidos. O educador financeiro propõe que os pais estimulem os filhos a fazer uma lista com três opções, dentro de uma faixa estabelecida previamente.

“Como as crianças estão abertas a conversar nessa época, porque há interesse em ganhar presente, os pais podem aproveitar e convidá-las a pesquisar os preços nas lojas. É importante para que comecem a perceber as diferenças de preços e de qualidade de um mesmo produto”, ensina Modernell.

A lição não acaba por aí: depois de pesquisar, comparar e escolher por marca e preço chega a hora de pedir desconto. “Com a economia, a criança pode comprar um sorvete, por exemplo, após sair da loja e perceber o valor daquilo tudo que fez”, diz Modernell.

Se você está pensando que o fato de a criança acompanhar os pais à loja para comprar o presente quebra o clima de surpresa, calma. Como se trata de uma data puramente comercial, sem outros valores a serem agregados, pode-se transformá-la num momento de aprendizado.

Segundo o educador financeiro, quanto mais cedo ensinar os filhos sobre direitos e consumo consciente, melhor. “Os adolescentes são mais suscetíveis à influência de marcas. Se não receberam uma educação financeira na fase anterior, isso pode gerar um grande desgaste familiar.”

É preciso explicar que o mais importante não é o valor do presente, e sim o sentimento. Mas como resistir aos encantos da propaganda ou do amigo que comprou aquele brinquedo da moda? De acordo com uma pesquisa realizada pela GKF, empresa de pesquisa alemã presente em mais 100 países, das pessoas que vão presentear no Dia das Crianças, 25% comprarão o que a criança pediu. E, segundo a percepção dos adultos, quando as crianças pedem algo específico é porque viu o produto na TV (46%) ou os amigos têm (42%).

Mas, se não é possível comprar um videogame de última geração, os pais podem experimentar um tabuleiro de xadrez para jogar com os filhos. A atenção e o carinho sempre funcionam, mas muitos pais tentam recompensar a ausência com presentes e mais presentes.
“Nem sempre o presente é o mais importante para a criança. A presença deve ser afetiva, não só física, pois muitos pais estão em casa, mas pedem para que os filhos não atrapalhem, pois estão vendo TV”, diz a psicóloga da PUC.

E como lidar com birra da criança por um brinquedo muito caro ou não é indicado para sua idade? Conversar, não tem outro jeito. “É necessário explicar e convencer a criança que o outro brinquedo é mais adequado, que aquele tão desejado pode machucá-la etc.”, diz Maria Angela Barbato Carneiro.

Se a birra continuar, é hora de colocar a vergonha de lado e deixar a criança chorar, se jogar no chão e gritar. Uma hora ela vai cansar e parar. O importante, segundo a psicóloga, é impor limites, não tem alternativa. “Se os pais derem o braço a torcer no primeiro choro e fizerem tudo que a criança quiser, a relação ficará insuportável. Além disso, não estarão contribuindo para a boa formação do filho”, afirma.

Fonte: site UOL.com.br

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Participem! Tarde Especial Sociedade Síndrome de Down


A SSD- Sociedade Sindrome de Down é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo fundamental valorizar a pessoa com deficit intelectual e, incorporando-a à sociedade, mostrar como pode ser útil.

A SSD participa ativamente de seminários e encontros técnicos pertinentes, além de promover e realizar palestras com profissionais de diversas áreas, eventos esportivos e sociais, com destaque para o SSDance que alcança grande sucesso. Anualmente, organiza uma TARDE ESPECIAL quando os jovens frequentadores da SSD apresentam os trabalhos realizados nas oficinas, desfilam apresentando moda atual e dançam , sendo para este ano a apresentação de dança cigana.

Para dar continuidade a seus projetos, os convites serão vendidos, com direito a farto coquetel, sorteio de brindes, bazar variado e a alegria contagiante dos jovens.

Reservem seus convites, solicitando à Marilza, Lizi, Glorinha ou Cleuza.

Dia: 11 de novembro de 2010- quinta-feira

Horário: a partir das 14 horas

Local: Marina Barra ClubeEndereço: Estrada do Itanhangá, 777- Rio

Valor do convite: R$55,00

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ensinando seus filhos a fazer bom uso do dinheiro




Muitos dos jovens atuais não compreendem como ganhar e gastar dinheiro. Não lhes foi ensinado que investir é necessário, mesmo que sejam simples estudantes.

Como pai, você possui um papel importantíssimo nesse ensino.

Seus filhos devem ser capazes de entender o dinheiro e investimento o quanto antes, e essa é uma das suas responsabilidades. Isso vai prepara-los, para que no futuro saibam economizar e fazer bom uso dessas simples notas e moedas, artigos extremamente importantes no nosso mundo capitalista.

Desde cedo, quando as crianças aprendem a contar, seria prudente lhes ensinar o significado do dinheiro, pois essa é a época certa para o aprendizado.

Deve-se explicar isso constantemente e de formas simples, para que elas possam se lembrar do que lhes foi ensinado. Tenha em mente que é sempre interessante as ensinar a economizar, mostrando a elas como isso pode causar impactos em suas vidas.

Estimule-as a pensar sobre o assunto e a fazer perguntas sobre. Quando permitir a seus filhos fazer algo que desejam, traduza isso em valores. Dessa forma, você pode lembra-los de economizar, para depois sobrar dinheiro para poderem comprar brinquedos ou outras coisas que eles desejam.

Outra ideia válida seria fornecer pequenas tarefas remuneradas a eles, oferecendo pequenas quantias para que façam deveres de casa como limpar o quarto, lavar a louça ou alimentar os animais domésticos. Assim, eles vão entender que o dinheiro foi recebido com trabalho e dedicação, logo ele deve ser usado de forma inteligente.

Pode também dar-lhes cofrinhos para guardar seu dinheiro, ou até mesmo abrir uma conta bancária para isso.

Mais importante: você tem a missão de manter seus filhos motivados!

Por fim, saber usar e economizar dinheiro não é um assunto fácil para as crianças. É preciso ser paciente e não desistir. Se conseguir atingir esse objectivo, elas vão aprender bem a fazer essa tarefa e serão recompensadas futuramente.


Fonte: Site Poupar dinheiro

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Perguntas e respostas sobre saúde bucal da criança



P: A amamentação no peito é melhor do que a mamadeira na prevenção de caries na infância?
R: Muitos especialistas recomendam amamentar no peito em vez de utilizar mamadeiras, para a saúde geral da sua criança. Porém, amamentar no peito pode levar a formação de cáries na infância da mesma forma que a amamentação por mamadeira.
Para prevenir as primeiras cáries:
- Evite alimentação durante a noite, tal como trazer o bebê para a sua cama e permitir que ele ou ela se amamente à vontade. O leite pode "permanecer" na boca da criança e causar a formação continua de ácido ao longo da noite. Este ácido leva à formação de cárie.
- Evite deixar o bebê passear com uma mamadeira.
- É recomendado que você encoraje sua criança a beber de um copo já no seu primeiro aniversário.
P: Tudo bem se minha criança chupar o dedo polegar?
R: Chupar o polegar é normal em crianças; a maioria para por si próprias até os 2 anos de idade.
Se sua criança chupa o polegar e tem mais de 2 anos de idade, tente desencorajá-la até completar 4 anos.
Chupar o dedo além da idade de 4 anos pode levar ao problemas de dentes tortos, apinhamento e/ou de mordida.
P: Tudo bem se meu bebê usar a chupeta?
R: Sim, mas não a coloque em açúcar, mel, ou líquidos adoçados. Além disso:
Tente fazer com que sua criança abandone o hábito da chupeta até os idade de 2 anos de idade.
Lembre-se que enquanto a chupeta e chupar o polegar não fazem nenhuma diferença para a saúde da criança, uma chupeta pode ser uma escolha melhor, porque pode ser mais fácil parar com o hábito da chupeta da criança, do que de chupar o polegar.
P: Qual é o melhor método para escovar os dentes de uma criança pequena?
R: Use uma escova pequena e com cerdas macia. Faça movimentos circulares ou movimentos ondulados em todas as superfícies dos dentes, particularmente onde o dente encontra a gengiva. Quando sua criança aprender a cuspir, use uma pequena quantidade de creme dental com flúor do tamanho de uma ervilha na escova. As famílias devem pedir ao dentista que demonstre a escovação correta na visita da criança ao dentista.
P: Posso transmitir bactérias prejudiciais que possam afetar os dentes do meu bebê?
R: Sim. Germes causadores de cáries podem ser transmitidos via contato - tal como quando o bebê puser as mãos em sua boca, e daí na própria boca. É por isso que é tão importante você manter seus próprios dentes e gengivas saudáveis.
Além disso, pesquisas têm mostrado que já que uma mulher grávida compartilha seu sangue com seu bebê antes de nascer, qualquer infecção em sua boca - como uma cárie ou doença de gengiva (periodontal) - pode afetar o bebê. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Dentais e Crânio-facial do Instituto Nacional de Saúde, doenças / infecções orais também estão ligadas a problemas bebês prematuros, e com reduzido peso de nascimento.
P: Quando devo começar a usar creme dental com flúor na escovação da minha criança?
R: Quando sua criança souber cuspir. Flúor é seguro e necessário para manter os dentes fortes, mas somente em níveis apropriados. Crianças mais jovens tendem a engolir quantidades excessivas de creme dental , e isto pode levar a flúorese, que causa a descoloração dos dentes. E lembre-se, mesmo que a sua água for fluoretada, é necessário utilizar creme dental com flúor. Flúor é necessário ambos em forma "sistêmica" - como creme dental, e em forma "ingerida" - como água ou suplementos de flúor.
P: Eu uso água engarrafada em casa, e não contém flúor. Tudo bem?
R: Se você usa água engarrafada para beber e cozinhar - ou se sua água do sistema público (comunitário) não contém flúor - não esqueça de avisar a seu dentista ou médico. Eles possivelmente prescreverão suplementos de flúor para o bebê.

Fonte: site Yahoo Brasil

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pais brasileiros criam a primeira revista de autismo na América Latina, com 100% de voluntariado



Numa iniciativa inédita, um grupo de pais de crianças autistas criou a Revista Autismo, primeira publicação a respeito do assunto na América Latina e a única em língua portuguesa no mundo. Tudo isso somente com trabalho voluntário e doações. A revista é gratuita, de circulação nacional e foi lançada neste mês (setembro de 2010).

Não bastasse essa conquista, que no caro e complexo mercado editorial pode-se dizer que é um verdadeiro milagre, a revista também inova usando, em sua versão impressa, QR-Codes (selos de integração de mídia que podem ser lidos por câmeras de celulares) para ampliar os assuntos abordados remetendo o leitor a material extra, como textos, vídeos e outros sites. Cada artigo ou reportagem que tem material extra, tem seu QR-Code.

O grupo de pais que criou a revista não se conhece pessoalmente, apenas através da internet, onde participam de listas de discussões por e-mail sobre a síndrome que acomete seus filhos: o autismo. “Temos um dos pais que tem uma gráfica, em Santa Catarina, e quando sugeri a ideia da revista, ele pediu doação de papel a seus fornecedores, o que foi prontamente atendido”, conta o publicitário e artista plástico Martim Fanucchi, idealizador da Revista Autismo, sobre o momento que viu a viabilização do que era apenas um sonho.

Waldemar Casagrande, o Zinho, colocou sua gráfica catarinense, a Otomar, à disposição da publicação. “Quando o jornalista Paiva Junior topou ser o editor-chefe da revista, em abril deste ano, era o que faltava para iniciarmos o projeto de vez e com profissionalismo”, comemora Fanucchi com o primeiro exemplar da revista na mão, o número zero.

Todo o processo de produção da revista foi feito com trabalho cem por cento voluntário, desde os artigos de renomados profissionais da área, até o processo de revisão e distribuição da revista.
A revista teve uma quantidade significativa de exemplares impressos, porém, a demanda foi maior que o dobro do que havia sido feito. Faltou revista. O que demonstra o sucesso do “empreendimento” mesmo antes de que soubesse se o conteúdo era realmente bom. Um retrato da sede por informação sobre o transtorno do espectro do autismo no Brasil.

A reportagem de capa da edição de lançamento cita a preocupante estatística do CDC (Center of Disease Control), dos Estados Unidos: uma em cada 110 crianças tem autismo -- número muito maior em crianças que a AIDS, o câncer e o diabetes. E a manchete de capa ainda questiona: “E aqui?”, referindo-se ao Brasil não ter estatísticas a respeito do autismo -- nem mesmo no atual censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) há qualquer pergunta sobre a síndrome.

O objetivo da Revista Autismo é levar informação séria e de qualidade para pais e profissionais em todo o Brasil e até mesmo fora dele -- a versão online da revista terá traduções para o inglês e o espanhol, além de estarem firmando parcerias para desenvolver o lançamento da revista em outros formatos digitais, como os e-books (livros eletrônicos) -- já há versão em formato PDF, compatível com diversos leitores de livros digitais -- e aplicativos para smartphone e tablets, como uma versão já em desenvolvimento para Apple iOS (iPhone, iPad e iPod Touch). Não custa lembrar que tudo isso é gratuito e está sendo produzido sem qualquer investimento financeiro, apenas com voluntariado.

O site da revista é RevistaAutismo.com.br (hospedado pelo patrocinador Hostnet.com.br) e tem a publicação na íntegra, sem restrições, além de material extra.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quando um dos gêmeos tem necessidades especiais



Recentemente tivemos contato com uma família na qual os filhos gêmeos nasceram com condições físicas diferentes. Ambos meninos, um deles apresentava uma limitação física congênita. Por conta dessa situação, o outro filho, saudável, foi colocado na função de “guardião” do irmão; os pais o encarregavam de cuidar dele em festas, na escola e quando estivessem com outras crianças.

Desse modo, em pouco tempo, o irmão com dificuldade começou a ter um comportamento autoritário, submetendo o seu “guardião” a todas as suas vontades. E este, por sua vez, nunca o contrariava, provavelmente pela culpa que sentia por ser mais saudável. Ao filho especial não eram dados limites; os pais satisfaziam seus desejos e não o deixavam frustrar-se. O outro, por ser visto como uma criança sem problemas, não era motivo de preocupações. Seus anseios, desejos e expectativas eram pouco percebidos pelos pais.

Entretanto, essa dinâmica começou a se evidenciar na escola, e os pais foram chamados para uma conversa. Ficou claro o quanto os dois estavam impedidos de se manifestar como indivíduos singulares, providos de aspectos e potenciais diferentes.

Os pais aceitaram a sugestão da orientadora, para que procurassem a orientação de um psicólogo que os ajudasse a lidar com o sofrimento dos filhos. À medida que o trabalho transcorria, os pais entraram em contato com as próprias dificuldades: culpas, medos e inseguranças. Conseguiram falar sobre esses sentimentos entre si e com os meninos. O diálogo abriu um espaço de ventilação, de circulação de idéias; as emoções começaram a ser tratadas na família sem constrangimento.

Perceberam que não era apenas o filho especial que possuía limitações e sofria. Ao reconhecer que todos tinham seus próprios limites e seu quinhão de dor, passaram a lidar mais naturalmente com a situação. Esse novo olhar os aproximou, fortaleceu os laços de amor e confiança e permitiu que iniciassem o importante aprendizado que é conviver com as diferenças. Embora a maioria das gestações e partos gemelares transcorram sem intercorrências, não é raro encontrarmos situações em que um dos gêmeos nasce com necessidades especiais.

Essa é uma situação delicada, que assusta e gera uma série de dúvidas e sentimentos negativos. Muitos se culpam pela situação e têm dificuldades na forma de se relacionar com cada filho. Quem vive esta experiência, além de ter que encarar suas próprias dores, precisa dar conta de ajudar cada um dos filhos a lidar da melhor forma possível.

Acreditamos ser importante que os pais não neguem o impacto que esse fato da realidade causa dentro de cada um. Expressar as dores, medos e inseguranças é a melhor forma de encontrar um caminho verdadeiro e acessar os recursos internos necessários para lidar com a situação. Recursos fundamentais também para que se consiga uma aceitação mais serena.

Dizemos isso pois, se os pais estiverem em contato com seus próprios sentimentos e lidando com eles, certamente ajudarão os filhos a fazer o mesmo. Não negar as dificuldades do irmão que tem necessidades especiais e permitir que os filhos se manifestem com liberdade é a melhor forma de ajudá-los a trilhar os próprios caminhos.

Sabemos que momentos como esses, que desestabilizam a família, são muito difíceis. Mas, por outro lado, mobilizam as pessoas a enfrentarem os conflitos que surgem. Isso pode se acentuar quando o gêmeo saudável mudar de fase ou fizer uma conquista que o outro ainda não atingiu, ou que não atingirá por sua limitação. Quando esse tipo de coisa acontece, os pais precisam, de alguma maneira, garantir que o filho usufrua do seu crescimento, sem se culpar por isso ou limitar-se em função do irmão.

Talvez seja preciso dizer a ele que pode continuar sendo solidário, amigo e companheiro de seu irmão, apesar de suas diferenças. E lembrar o outro gêmeo, com necessidades especiais, sobre seu potencial, incentivando-o a dar o melhor de si, mas sempre tomando cuidado para não negar ou minimizar as suas limitações.

Tratar a realidade como uma inimiga, ou como algo a ser evitado e silenciado, não nos parece uma boa opção. As limitações impostas por ela precisam ser respeitadas, evitando que prevaleçam sobre todas as oportunidades e expectativas.


Fonte: Site Revista Crescer / Por: Claudia Arbex e Sâmara Jorge

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Palestra realizada na Sociedade Síndrome de Down - SSD


No último domingo, dia 22/08, enquanto os jovens da Sociedade Síndrome de Down - SSD se divertiam em mais um SSDance, os pais participaram de uma exposição sobre o Grupo de Treinamento de Habilidades.
As palestrantes foram Ana Paula Pacheco (pedagoga) e Bárbara Calmeto (psicóloga) que falaram sobre suas experiências e sobre uma proposta de intervenção com os jovens da SSD.
O auditório estava repleto e as primeiras inscrições para a avaliação diagnóstica foram realizadas neste mesmo dia. Em breve mais notícias sobre os Grupos de Treinamento de Habilidades.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estratégias de estimulação para bebês com síndrome de Down


Algumas técnicas contribuem satisfatoriamente para o desenvolvimento inicial do bebê com Síndrome de Down, e merecem ser mencionadas. Lembre-se que a estimulação é muito importante, mas o excesso é prejudicial, havendo necessidade de dosar a quantidade de estímulos.

Estimulação Visual
A estimulação visual deve ser oferecida desde o nascimento. Inicialmente, o que mais atrai o bebê é o rosto humano, seguido por objetos coloridos e brilhantes, A família deve ser orientada a apresentar tais estímulos ao bebê com freqüência, estando atenta para que ele fixe o olhar e posteriormente acompanhe com os olhos o movimento do rosto humano ou do brinquedo. As brincadeiras na frente do espelho também devem ser introduzidas assim que o bebê fixar o olhar.

Estimulação Auditiva
A voz humana é o primeiro estímulo auditivo que o bebê recebe. É importante orientar a mãe para que converse com o bebê de forma clara e tranqüila. A música, cantada pela mãe ou tocada também é um estímulo que agrada ao bebê. Os brinquedos que produzem som também funcionam como estimulação para a percepção auditiva. Tanto os pais como os terapeutas podem fazer uso de chocalhos, papéis aluminizados, caixinhas de música ou qualquer outro tipo de objeto que produza som, como meio de estimulação.

Estimulação Sensitiva
É a partir da estimulação sensitiva que a criança reagirá cada vez mais com movimentos. Preferencialmente, ela deve usar a menor quantidade de roupa possível, de acordo com o tempo, tanto em casa, como na terapia. O contato com diferentes materiais propicia maior experiência sensitiva. Brinquedos ásperos, lisos, de borracha, de madeira, de ferro, de pano, bem como o contato com a água e a areia oferecem grande demanda de estímulos sensitivos.

Estimulação Labiríntica
Atividades que envolvam o balanço estimulam os órgãos do equilíbrio. Portanto, desde cedo a criança deverá experimentar estas sensações, tanto na terapia, como em casa. O balanço na bola Bobath facilita as reações de controle de cabeça e tronco. O uso de redes, balanços e brincadeiras com o corpo deve ser estimulado e orientado à família.

Estimulação Social
O profissional que está em contato direto com a família deve orientá-la a manter, desde cedo, uma vida social semelhante à de outros bebês. O banho de sol e os passeios ao ar livre devem fazer parte da rotina. Privar a criança de contatos sociais, mesmo que inicialmente breves, pode prejudicar seu desenvolvimento e sua adaptação ao estilo de vida de sua síndrome de Down.